SETEMBRO AMARELO E SAÚDE MENTAL: EQUIPES DA ASSISTÊNCIA SOCIAL E DO CAPS ALINHAM PROCEDIMENTOS, PARA ATENDIMENTO DA POPULAÇÃO

O trabalho para prevenir a ocorrência de suicídios deve ocorrer através de articulação em rede, envolvendo as instituições que lidam com questões relacionadas ao bem-estar do cidadão. Por isso, a equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social e Trabalho se reuniu com a equipe do Caps (Centro de Atenção Psicossocial). 

“O Caps é um equipamento novo no município, por isso a médica que atua na unidade, doutora Andressa Skulny, organizou este encontro, a fim de esclarecer às nossas técnicas sobre procedimentos que devemos adotar, alinhando as ações, no que diz respeito às questões de saúde mental do público que atendemos na Assistência”, explica Cíntia Fonseca Castanheira, secretária Municipal de Assistência Social e Trabalho de Miranda. A reunião aconteceu em 18 de agosto.

Trabalho em rede: equipes da Assistência Social e do Caps em encontro que esclareceu sobre a forma de funcionamento do Caps em Miranda. FOTO: Divulgação.


Setembro amarelo
Mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que por infecção do HIV (vírus da Imunodeficiência Humana Adquirida, causador da Aids), por malária ou câncer de mama, ou por guerras e homicídios no mundo. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a quarta causa e morte depois de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal. 

Trata-se de um fenômeno complexo, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, sexos, culturas, classes sociais e idades. Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde divulgado pelo Ministério da Saúde em setembro de 2022, entre 2016 e 2021 houve um aumento de 49,3% nas taxas de mortalidade de adolescentes de 15 a 19 anos, chegando a 6,6 por 100 mil, e de 45% entre adolescentes de 10 a 14 anos, chegando a 1,33 por 100 mil. 

Este quadro alarmante chama a atenção para a importância do Setembro Amarelo, campanha realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), para chamar a atenção às questões relacionadas ao suicídio no Brasil. 

O papel da Assistência Social 
Os serviços públicos ofertados pela Assistência Social são uma ferramenta importante para a prevenção do suicídio, como também no acolhimento a pessoas que já tenham tentado o suicídio e às famílias que foram acometidas por tragédias oriundas do suicídio de parentes próximos. 

Cras
No Cras (Centro de Referência da Assistência Social), onde é ofertada o que o SUAS (Sistema Único de Assistência Social) chama de Proteção Social Básica, os indivíduos podem fortalecer vínculos, garantir a convivência, acessar renda, enfim, ter acesso a recursos que possibilitam protege-lo das violações de direitos e violências, diminuindo a chance de sofrimento psíquico em função de fatores sociais.

Creas
Por outro lado, em casos nos quais violências e violações já ocorreram, atua o Creas (Centro de Referência Especializada de Assistência Social), onde acontece a Proteção Social Especial de Média Complexidade. Por exemplo: uma pessoa que tentou suicídio, ou mesmo que tenha compartilhado ou dado sinais de estar em tamanho sofrimento que esteja considerando essa possibilidade. 

Nestes casos, a Proteção Social Especial tem como papel contribuir para a superação destas violações de direitos, assim como proteger para que não ocorram. Além disso, a dimensão especializada do SUAS pode também contribuir para as ações preventivas e proativas e realizá-las em conjunto com a Proteção Social Básica. 

Dessa forma, o Creas pode atuar junto à família ou indivíduo em sofrimento, visando a superação da situação e também planejar em conjunto com o Cras as ações preventivas e proativas nos territórios para a prevenção e combate ao suicídio.

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